Nov 18, 2010

Leonard Cohen - The Partisan - Le partisan


When they poured across the border
I was cautioned to surrender,this I could not do;
I took my gun and vanished.

I have changed my name so often,
I've lost my wife and children
but I have many friends,
and some of them are with me.

An old woman gave us shelter,
kept us hidden in the garret,
then the soldiers came;
she died without a whisper.

There were three of us this morning
I'm the only one this evening
but I must go on;
the frontiers are my prison.

Oh, the wind, the wind is blowing,
through the graves the wind is blowing,
freedom soon will come;
then we'll come from the shadows.

Les Allemands e'taient chez moi, (The Germans were at my home)
ils me dirent, "Signe toi," (They said, "Sign yourself,")
mais je n'ai pas peur; (But I am not afraid)
j'ai repris mon arme. (I have retaken my weapon.)

J'ai change' cent fois de nom, (I have changed names a hundred times)
j'ai perdu femme et enfants (I have lost wife and children)
mais j'ai tant d'amis; (But I have so many friends)
j'ai la France entie`re. (I have all of France)

Un vieil homme dans un grenier (An old man, in an attic)
pour la nuit nous a cache', (Hid us for the night)
les Allemands l'ont pris; (The Germans captured him)
il est mort sans surprise. (He died without surprise.)

Oh, the wind, the wind is blowing,
through the graves the wind is blowing,
freedom soon will come;
then we'll come from the shadows

Nov 2, 2010

Ataques a cristianos en Irak

Mujeres rezan en Irak
Ayer se produjo otra masacre en Irak. La seguridad de vivir en la “democracia” iraquí es casi nula. Estar en ese país es per se um factor de riesgo. Ser cristiano, incrementa el peligro exponencialmente. Al Qaeda se ha atribuído el ataque a la Iglesia de la Virgen de la Salvación durante la celebración de la eucaristía, que mató a más de 52 personas. Jim Muir, el corresponsal de la BBC en Irak, afirma que de los más de 1 millón de cristianos que habitaban el país árabe antes de la invasión aliada, sólo quedan 600 mil o incluso menos. Los secuestros, torturas y asesinatos son ya prácticas habituales, infringidas por milicias sunitas( sunnis) bajo la sombrilla de al Qaeda.

En este link, un artículo de la BBC sobre la reciente historia de los cristianos iraquíes (Iraqi Christians' long history)

Faltan 4 días...

Para la peregrinación a Santiago de Compostela de Bento XVI!

Juízos, condenas, e auto-censuras

Nas últimas duas semanas alguns acontecimentos no panorama social e político espanhol demonstraram o estado crítico em que nos encontramos. Pode evidenciar-se, e verificar-se, como a “engenharia social” funciona com alguns dos casos que ocuparam, infelizmente, os primeiros lugares de controvérsia. Na verdade, os líderes da engenheria erigem-se juízes por gozarem da palavra em público, e condenam um conduta ou acto moralmente de acordo com valores igualitaristas. Até ai, nao é tao mau. O pior é que o seu juízo está baseado na sua própria mentira (i.e. falar dos "focinhos" de uma senhora é vexatório para o sexo feminino; . O seu engano é, ademais, intencional. A sua mentira é transformada em norma, valor -- um valor que muda segundo as conveniências. A política fica assim à sua medida, e quem não estiver no seu barco, quem não alinhe nesse valor artificial, está no lado dos proscritos, raros, bárbaros, e condenados: os poucos que não acreditamos nesse a mentira. Essa mesma norma faz que cada um tenha que ter uma extrema atenção, tendência a auto-censurar-se e censurar ao seu próximo, se isso serve para manter-se no barco.
A seguir, alguns exemplos de como, através de valores tão apelativos quanto falaciosos, se usa uma mentira para promover a vigilância e a censura, promovida pelo medo do "politicamente incorrecto" e por um código moral à medida das circunstâncias de cada momento.
1st Round

Quando um político do PP comenta sobre os “focinhos” de uma nova ministra, está a ser lerdo. Mas isso é outra coisa. Os ataques dos socialistas para defender-se das palavras do tal político foram tao bem organizados como exagerados e perigosos. O ambiente político, já irrespirável, piorou com a consideração igualitarista daqueles infortunados comentários por parte dos políticos socialistas. Pedir a demissão de um cargo, e acusar a alguem de obsceno e machista, de ter pouca consideração ao sexo feminino, por ter aludido – embora pejorativamente – aos “focinhos” de uma senhora, é muito estúpido. Como Juan Manuel de Prada muito oportunamente assinala, é como se uma mulher que goza com a careca de um senhor é acusada de feminista. Absurdo, não é? O pior e mais disparatado, tendo em conta a situação em que Espanha se encontra, é a intensidade na reacção ultra-defensiva e ultra-exagerada dos líderes socialistas, o tempo dedicado a esta empresa para-política. O mais perverso foi centrar esses ataques – para eles, contra-ataques – num plano ideológico. Centraram o debate desde uma posição feminista radical e absurda para contestar, não a uma repressão – que é o lógico motivo de emancipação feminina, – mas sim a uma simples falta de educação. A mensagem lançada foi obviamente que a direita era anti-feminina, anti-feminista, machista, discriminatória, antiga, fascista … Como foi cá comentado com ironia, o Governo dispersou as Tropas e convocou um Estado de Sítio, porque, o lerdo do presidente da Cámara de Valladolid gozou com os “focinhos” da senhora Pajín. Lá atrás ficou o comentário do Bono socialista “Esperanza Aguirre dá beijos de dia e mordem a noite”.

2nd Round

Sánchez Dragó, conhecido e notório escritor espanhol, personalidade peculiar para os que, como eu, não o conhecem pela sua obra, foi protagonista esta semana por terem transcendido umas frases da sua última obra literária Dios los cria... y ellos hablan de sexo, drogas, España, corrupción. Aparentemente, numa das páginas do livro descreve-se um encontro entre o escritor e umas miúdas no Japão. O autor fala neste tom: “...con unas lolitas de esas -ahora hay muchas- que visten como zorritas, con los labios pintados, carmín, rimel, tacones, minifalda...". Os media chamam também a atenção a este outro comentário: "Las muy putas se pusieron a turnarse", embora totalmente isolado de contexto, como veremos. Ante estas frases tao controversas, os meios mais progressistas não duvidaram em comunicar que “Sánchez Dragó reconoce en su último libro haberse acostado con dos niñas de 13 años” (El País, 26/10/2010). Muitos editoriais e tribunas de opinião condenaram e decapitaram ao escritor, qualificando-o de misógino, abusador, pederasta (acusações gravíssimas quando se julga literatura por quatro frases soltas). O livro, ensaio ou novela, não foi certamente lido pela maioria de jornalistas e comentadores que executaram o seu veredicto de censura. A ministra de Cultura reprovou o escritor, e lamentou que o livro não fosse censurado. Disse que, “las obligaciones y valores de un escritor no son distintas de las de cualquier otro miembro de la sociedad. El oficio de literato no es un eximente para quienes, con sus palabras, por muy hábilmente que estén ordenadas, ofenden, desprecian, se saltan las reglas de convivencia y pisotean, peligrosamente, valores como la igualdad o la no discriminación”. Afirmou ademais que, de ter havido mais tempo, teriam censurado o livro. Estes comentários são muito alarmantes. Será que estes valores da igualdade e da não discriminação incluem o direito a vida que o seu governo derogou, a liberdade religiosa e o anticlericalismo que esta predica, o respeito a liberdade de expressão e de consciência que estes ameaçam? Será que estes valores não lhes impedem pactar com radicais, com independentistas e delinquentes? Além da tergiversação e manipulação de umas mentiras, ao ponto de convertê-las em verdades, o mais dramático é a disposição estatal de auto-conceder-se o papel de Grande Hermano; disposto a vigilar tudo o que dizemos e o que opinamos; corrigir a nossa forma de exprimir-nos, tanto na esfera privada quanto na pública; assim como modelar o nosso vocabulário e standards de acordo com os seus valores tao politicamente correctos como fanaticamente igualitaristas. Concorde-se ou não, partilhe-se ou não, a forma de expressar-se do escritor Sánchez Dragó, o escritor, na sua obra literária, pode falar das lindas e malandras miúdas japonesas. Se tivesse abusado de alguém, seria um tribunal e não a censura nem o ministério de Cultura que teria arranjado o assunto. Ora bem, tudo este escândalo é ainda mais indecoroso – a falta do famoso livro em questão – depois de ler um fragmento de um magnífico artigo de Gabriel Albiac, onde diz isto: Lo de Dragó es bastante más alarmante. Ignoro cuál fue el primer medio de prensa que aseguró, escandalizado, que el escritor confesaba un explícito delito de abuso de menor en su libro de conversaciones con Boadella. Sí sé que casi todos los demás medios dieron por buena la información y se limitaron a valorar, positiva o negativamente, el «dato». Sí sé que yo tengo ese libro de la editorial Áltera aquí delante. Páginas 164-165. Que relatan «una partida de ping-pong» en la cual dos adolescentes niponas le toman guasonamente el pelo a un guiri con ganas y lo dejan en estado de calentón inconsumado. Hasta le dan un número de teléfono falso para que contacte con ellas al día siguiente. El guiri sabe que ha hecho el ridículo. Y a ese autoburlesco avatar se reduce la aventura. ¿Era tan difícil constatar la falsificación, leyendo esa página y media? Pues debía serlo, porque nadie lo hizo. O grande filósosfo Albiac, constata que a maquinaria progressista, sedenta de culpados, não hesitou em someter a juízo moral a liberdade de expressão. Obviamente, esta liberdade não deve entrar em conflito com a liberdade do próximo. Discriminar ou insultar com base ao sexo, a religião, a raça … é uma coisa. Outra coisa bem diferente é reduzir qualquer conversa, qualquer vulgar comentário, a uma falta discriminatória, ou a um abuso, até modelar o nosso pensamento a um standard “políticamente” correcto, e que não incomode ao Grande Hermano.


….TO BE CONTINUED O famoso livro

Oct 30, 2010

London, London

I'm wandering round and round, nowhere to go

I'm lonely in London and London is lovely so

I cross the streets without fear

everybody keeps the way clear

I know, I know no one here to say hello

I know they keep the way clear

I am lonely in London without fear

I'm wandering round and round here nowhere to go

while in my eyesgo looking for flying saucers in the sky

oh Sunday, Monday, autumn pass by me

and people hurry on so peacefully

a group approaches a policeman

he seems so pleased to please them

it's good at least to live, and I agree

he seems so pleased, at least

and It's so good to live in peace

and Sunday, Monday, years, and I agree

while my eyes go looking for flying saucers in the sky

I choose no face to look at, choose no way

I just happen to be here, and It's ok

green grass, blue eyes, grey sky,

God bless silent pain and happiness

I came around to say yes, and I say

While my eyes go looking for flying saucers in the sky

Caetano Veloso

Perplejidades del Zapaterismo (IV): En 2010 estamos mejor que en 2004

Como "dato más claro y contundente" [Zapatero] apuntó [en el Parlamento] que la renta per capita en 2004 era 3.600 euros inferior a la de 2009, con el Gobierno socialista, a pesar de la crisis económica. Añadió que la renta per capita estaba en el 98% de la media de la UE en 2009 y ahora alcanza el 104% e incluso se ha superado a Italia.

"Les guste o no les guste", prosiguió Zapatero, España ha registrado un "avance, progreso y mejora" respecto al resto de los países comunitarios desde que el PSOE recuperó el poder hace seis años.

A Rajoy le extrañó que el presidente del Gobierno volviese a 2004 para comparar datos y le reprochó que, si sigue así, "va a comparar cómo era la economía con los tiempos de Felipe González".


O sea, según los datos trucados de José Luis Rodríguez Zapatero, vivimos mejor que en el 2004. Los datos, lejos de la realidad de ofrecernos perspectivas realistas y positivas, son pervertidos por ZP ya que, como le respondía Rajoy, ni el nivel global de la economía era el que es ahora, ni la media de la renta per cápita (elemento no fiable per se) de la Unión Europea en el 2004 contaba con los datos de Bulgaria, Polonia, República Checa, Chipre, Rumanía, Estonia, Hungría, Letonia, Lituania, Malta, Eslovenia y Eslovaquia.

Mingote, Diario ABC, 30/10/2010

Material things don't really matter ...

“I'd rather have the thieves than the neighbors - the thieves don't impose. Thieves just want your things, neighbors want your time.”- Larry David

Oct 28, 2010

War no significa Guerra (Perplejidades del Zapaterismo III)

El diputado y jefe del grupo parlamentario socialista, José Antonio Alonso, nos ilumina con su lectura sobre la diferencia entre el término anglosajón "war", y el término ibérico "guerra". Guerra ya no significa guerra. Posmodernidades del zapaterismo.

Se dicen verdades sobre ETA en estos días?

Dicen algunos avispados, que el Gobierno ZP está anunciando el fin de ETA con fines electoraleros. Los socios de los socialistas en el gobierno tripartito en Catalunya afirman que han tenido conversaciones con Batasuna. Se percibe, más que nunca, la voluntad de la izquierda abertzale para participar en los próximos comicios. Más que eso, los batasunos están desplegando una propaganda consistente en la renuncia a la violencia y la total subordinación a las leyes democráticas para alcanzar sus objetivos independentistas. Y al mismo tiempo, parece que en estos días el ejecutivo está dejando de informar a la oposición sobre materia antiterrorista. Los más sagazes, dicen, que hay algo de diálogo entre gobierno e izquierda abertzale. Sugieren que el Ejecutivo se quiere apuntar una victoria contra el terrorismo antes de las próximas elecciones, y para eso, negocia con radicales. Recordemos que la izquierda abertzale-Batasuna (considerada “brazo político de ETA), es lo mismo que ETA, según el Tribunal de Estrasburgo.
Curioso es que José Blanco o Trinidad Jiménez, ministros de Fomento y Exteriores respectivamente, proclamen que el fin de ETA esté próximo. Curioso también es que su companero Rubalcava, ministro de Interior, haya llamado la atención y a la cautela, diciendo hoy que “aún no se ha conseguido nada”. Parece un tirón de orejas a sus colegas de Fomento y Exteriores: han corroborado que no son estos ministerios no estos ministros los mejores plataformas para hablar con correción, coherencia, o autoridad sobre este delicado asunto, y menos frivolizar con ellos en actos llenos de testosterona partidaria, como Blanco ha hecho. Aunque algo más sutil se debe estar cociendo dentro del aparato de ministros, para lanzar esta diversidad de mensajes según en que lugares se encuentren.
La duda siempre queda, pues hay precedentes de treguas electorales con consecuencias perversas. Existen, hoy por hoy, negociaciones?(Algunos se acuerdan de aquel Mayor Oreja, que sugirió aquella barbaridad que consistía en que sí había conversaciones...)
Como ha dicho el líder del PP vasco, Antonio Basagoiti, es necesario no ceder ante la posibilidad de un “alto al fuego electoral,una tregua farsa electoral”. Además, en los micrófonos de Punto Radio, ha hecho un símil muy oportuno, comparando a Eta con "Hitler y el partido nazi. Muerto Hitler, no se dejó presentar a las elecciones al partido nazi porque no iba a legitimar el proceso democrático, porque no tenía sentido, porque solo iba a prestigiar el terrorismo".
Pues ahí queda.

Mingote, ABC, 28/10/2010

La dramática importancia de Francia y Alemania

En un contexto en el que la canciller alemana y el presidente galo coinciden en la necesidad de reformar el Tratado de Lisboa (cuya gestación no fue de 9 meses sino de 10 primaveras), sobre todo para sancionar a aquellos países que no cumplan las normas financieras para la estabilidad de la Zona Euro, Angela Merkel, en un discurso ante los diputados de la cámara baja alemana, dice que "Francia y Alemania no son todo en Europa, pero Europa no funciona sin Francia y Alemania". Toma ya! Se viviría mejor sin Renaults y Citroens, o sin Mercedes, Audis y BMW's?

Oct 27, 2010

Premio Sajarov Derechos Humanos

Guillermo Farinas, recibió el Premio Sajarov de Derechos Humanos, concedido por el Parlamento Europeo. Con retraso, porque fue anunciado el 21 de Octubre, pero con alegría, felicito a todos los líderes que luchan con su ejemplo por la libertad. Guillermo, con su inolvidable huelga de hambre, ha seguido un camino. Ojalá ese camino tenga un buen destino, y no haga falta ser exiliado para ser libre.

Extrema derecha en Francia

Francia está que arde. No llegaba con las protestas en contra de la reforma, un tanto exageradas, sino que el pasado domingo una serie de individuos de extrema derecha (en la foto) se reunieron en una manifestación “anti-gentuza” (anti racaille). Para éstos, gentuza serían los“inmigrantes, negros y musulmanes”. Será que los manifestantes anti-gentuza de la foto, no tienen más pinta de gentuza ellos mismos? Pobres desgraciados.

Oct 26, 2010

Xacobeo 2010

La saga de los "morritos"

Si parecía que nada iba a resultar más mediático que los cambios del Ejecutivo de la semana pasada, a las huestes de la política nacional se les ha brindado una polémica frívola – otra más en la política española. La saga va más o menos así; ante el nombramiento de Leire Pajín como Ministra de Sanidad, el alcalde de Valladolid, León de la Riva, comenta que ésta es «una chica preparadísima, hábil y discreta», que va a «repartir condones a diestro y siniestro» y cuya «carita» y «morritos» le provoca siempre pensar en «lo mismo». Los socialistas reaccionan criticando el machismo, pidiendo dimisiones, responsabilidades, condenas, y llamando al Estado de Sitio. Las tropas de acercaron a Valladolid para controlar al alcalde por su zafiedad (la de “morritos”, supongo). El país se paró, y al alcalde castellano se le negó el saludo. El pidió perdón. Pero los socialistas se hicieron de rogar. Y volvió a pedir perdón. Y la guerra continuó. Los socialistas se hicieron de rogar. Atacando. Entonces, en medio de tales ataques, o contraataques – ya ni sé – Blanco sugiere en tono burlesco que a Rajoy “se le ve el plumero”, aludiendo a su supuesta homosexualidad. Y el alcalde de Valladolid volvió a pedir disculpas. Y Pajín y sus coleguitas supermachos, se siguen haciendo de rogar.
Ya Guerra le había llamado “mariposón” a Rajoy en Rodiezmo, con la virilidad del puño en alto. Y Bono le dedicó a Aguirre un “Esperanza es de las que besan de día, y muerden de noche”, sin olvidar el "jilipollas integral" a Tony Blair. Así que, de educados es pedir disculpas, así como aceptarlas. Todos somos humanos, y unos tienen un sentido del humor más trabajado que otros. El "mariposón" de Guerra o el "jilipollas integral" de Bono, no pueden competir con la sofisticación satírica del alcalde de Valladolid, que sigue pidiendo disculpas. Y los blancos y pajines, a hacerse de rogar. De esas dotes sofisticadas ha hecho un análisis de Prada, en una columna que no he dudado en "referir".
A continuación, dos artículos sobre la saga “morritos”. El primero, el de Juan Manuel de Prada; un gracioso e irónico análisis literario de los recursos estilísticos en las famosas manifestaciones del alcalde de Valladolid, sin dejar de lado las lágrimas del ya ex-ministro Moratinos. Y el segundo, de Ignacio Camacho, sobre el fiasco igualitarista-feminista del ejecutivo, y el rudo, vulgar y desafortunado temperamento del político español.
LOS MORRITOS Y LA RETÓRICA
LE han llovido las collejas a Javier León de la Riva, por dedicar a Leire Pajín una etopeya de intención satírica que comenzaba caracterizándola como «una chica preparadísima, hábil y discreta»; en lo que el alcalde vallisoletano no hace sino parodiar el procedimiento de los tres adjetivos encadenados, que Valle-Inclán utilizara con tanta fortuna para retratar al marqués de Bradomín. León de la Riva podría haber dicho de Leire Pajín que era «ignara, torpe e indiscreta»; pero prefirió introducir la ironía, en lo que demostró dotes retóricas nada desdeñables. También las demostró en su siguiente pulla, cuando afirmó que Pajín «va a repartir condones a diestro y siniestro por donde quiera que vaya», en donde León de la Riva empleó la elipsis con intención sarcástica; pues, como bien se sabe, una ministra progresista de sanidad, además de repartir condones a diestro y siniestro, desempeña otras muchas labores anejas al cargo: por ejemplo, obligar bajo coacción a los farmacéuticos a vender píldoras abortivas; por ejemplo, despilfarrar el dinero público comprando tropecientas mil vacunas contra una enfermedad fantasmagórica para que se pudran en los sótanos de los hospitales, etcétera. León de la Riva podría haber probado a enumerar todas las labores a las que se dedica una ministra progresista de sanidad; pero entre la enumeración caótica y la elipsis eligió esta última, y el efecto retórico logrado vuelve a ser irreprochable.
Más discutible, en términos de preceptiva literaria, es la tercera pulla que León de la Riva dirige a Pajín: «Cada vez que le veo la cara y esos morritos, pienso lo mismo, pero no lo voy a decir aquí». A esto en retórica se le llama paralipsis, que consiste en declarar que se omite algo, cuando de hecho se aprovecha la ocasión para llamar la atención sobre ello: pero se trata de una paralipsis fallida, porque ese algo que aquí se omite a la vez que se recalca es de mal gusto; y, además, para lograr el efecto cómico se alude a las peculiaridades físicas de la caricaturizada, recurso sobre el que no existe acuerdo entre los rétores: hay quienes lo juzgan válido y hasta feliz; y hay quienes, por el contrario, lo condenan por burdo y facilón. Pero el efecto cómico logrado a costa de las peculiaridades físicas del prójimo era recurso empleado sin rebozo por los maestros del Siglo de Oro, con Quevedo a la cabeza. Podemos aceptar que a León de la Riva se le tilde de chocarrero, como algunos tildan a Quevedo. Pero tildarlo de machista es tan estúpido como tildar de feminista a quien haga chistes de intención sicalíptica con la calva de Rubalcaba o el bigote de Aznar. Pajín, que yo sepa, no encarna el universal femenino, por muy metonímicos y estupendos que nos pongamos; pero nada hay tan universalmente estúpido como la corrección política.
Más indecorosa que la paralipsis de León de la Riva se me antoja el repertorio de morritos, plañidos y pucheros que Moratinos desplegó, en su relevo como ministro, para los que hubiesen venido pintiparadas aquellas palabras que la sultana Aixa espetó a Boabdil: «Llora como mujer lo que no supiste defender como hombre». Y, desde luego, puestos a comparar, la etopeya que León de la Riva dedicó a Pajín denota más decoro retórico que el hiperbólico ditirambo que el depuesto Moratinos dirigió a Zapatero: «Es el líder internacional con más visión, compromiso y capacidad de creatividad». Salvo que... la intención de Moratinos fuese irónica; en lo que demostraría ser más fino y malévolo ironista que León de la Riva.
JUAN MANUEL DE PRADA
ABC. Día 23/10/2010
COSA DE HOMBRES
DESPUÉS de tanto discurso feminista, de tanto énfasis en los derechos homosexuales y de tanto Ministerio de Igualdad, Zapatero ha apelado a la testosterona en cuanto las cosas se le han puesto realmente feas. El igualitarismo a la violeta y el feminismo de salón sonaban bonito cuando la prosperidad permitía políticas de diseño e imposturas posmodernas, pero a la hora de la zozobra el presidente ha decidido atarse literalmente los machos y se ha rodeado de un círculo de pretorianos varones —y barones— para que le saquen del aprieto. El bibianismo ha resultado flor fallida de un bienio escaso y la paridad ha sido sacrificada al pragmatismo. Los cinco rostros dominantes del nuevo equipo de dirección socialista, los dueños del mensaje del partido y del Gobierno, son masculinos: el propio Zapatero, Rubalcaba, Jáuregui, Blanco y Marcelino Iglesias; las señoras quedan relegadas a un papel subalterno. En el momento de la verdad, el progresismo igualitario y el glamour de la pasarela de La Moncloa han pasado a mejor vida porque sólo formaban parte del atrezzo, de la gestualidad impostada de un lenguaje político artificial. Era la última frontera que le quedaba por traspasar al zapaterismo en su brusca reconversión de supervivencia, tras envainarse el proteccionismo social y enmendar la totalidad de su programa; está en juego el poder y eso parece un asunto de hombres.
Con tanto ardor androgénico y tan repentina sobredosis de esteroides no es de extrañar que algunos se hayan pasado de frenada y convertido la consigna de hostigar al PP en barra libre para un debate de garrafa. La broma de Pepe Blanco sobre el plumero de Rajoy tiene un tufillo homófobo de política tabernaria; el ministro se echó atrás ayer ante Carlos Herrera al ver que el envenenado chistecillo trascendía en un contexto de alarmante crecida de crispación ad hominem, pero las risas cómplices del auditorio desmienten el desmentido: si no quería decir lo que dijo su tono equívoco fue interpretado de forma inequívoca, y no es hombre de muchas sutilezas ni ambigüedades. Después de la cabestrada del alcalde de Valladolid y la sobreactuada respuesta del PSOE los ánimos están inflamados en un ambiente de sobrecarga eléctrica. Podemos volver a la confrontación de insulto y garrote, al sexismo de brocha gorda, al comadreo calumnioso y a una presunta masculinidad celtibérica de boina y pana insólitamente propagada por los recientes adalides del posfeminismo.
Al final, la democracia deliberativa, los derechos civiles, el respeto, el talante y otros efectos de posmodernidad retórica no eran más que superestructuras ornamentales de una política tan bronca y tradicional como de costumbre, una testiculocracia de gónadas sobrecalentadas. Ni feminismo, ni igualitarismo ni gaitas: cuando se calienta de verdad un debate, el español cabreado siempre acaba llamando maricón al adversario.
IGNACIO CAMACHO
ABC. 26/10/2010

Oct 22, 2010

ZP a la derecha ... PP a la izquierda?

Si ZP reforma el gobierno como le pedían. Si elimina dos ministerios como le suplicaban. Si realizó la reforma laboral como le pedían. Si resulta que ZP no se va a presentar en las próximas elecciones, como le piden a gritos.

Si el Gobierno continúa con esas políticas, se prevé un giro a la izquierda socialista en las filas del PP!

"Zapatero's endgame", The Economist

Se dice que este nuevo gobierno tiene una mejor proyección pública, además de ser apodado como el "gobierno de Rubalcaba", por estar hecho y tejido a su medida.
The Economist ofrece una breve interpretación de la situación actual de este ejecutivo y su proyección inmediata, vista desde la perspectiva británica. Siempre interesante.